Vizinhos

Embora tenha havido inúmeros casos de cristãos-novos que se casaram com cristãos-velhos para escapar da vigilância dos agentes do Tribunal do Santo Ofício, o comportamento mais frequente deles era de natureza endogâmica, ou seja, de manter os relacionamentos dentro de sua própria comunidade. Existiu, no entanto, outro comportamento, frequentemente ignorado, e para além dos casamentos, que também tinha relação com a endogamia: a proximidade espacial.

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Lagoa

Em os treze dias do mês de agosto [tive hum] escrito do reverendo padre […] da Costa [de] como recebera por palavras de presente com bênçãos na sua ermida de Nossa Senhora do Bom Sucesso, com licença, a Domingos da Cunha, filho de Duarte [rasurado: da Cunha], digo, de Domingos Nunes e de Maria da Cunha sua mulher, e Ana da Costa, filha de Manoel Caldeira, defunto, e de Ana da Costa, sua mulher, precedendo as três admoestações e mais diligências que [tanto] se requer, o qual recebimento fez em vinte e seis dias do mês de julho, estando presentes por testemunhas o capitão Mateus de Moura Fogaça, o capitão Gonçalo Teixeira, [o capitão] João […] e outras pessoas.

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Nomes

As práticas de nomeação antigas podem hoje parecer confusas, mas elas obedeciam a um método: os filhos normalmente recebiam os sobrenomes de seus pais; as filhas, os de suas mães ou sobrenomes devocionais (da Conceição, de Jesus, do Amor Divino). Isso dizia respeito aos sobrenomes, mas haveria também costumes relacionados à atribuição de nomes de batismo? Haveria alguma lógica para explicar, por exemplo, os nomes na descendência imediata de meus duodecavós Domingos Nunes Sardinha e Maria da Cunha? Seus quatro filhos identificados foram batizados como Antônia Tavares de Oliveira, Domingos da Cunha, Duarte Nunes da Cunha e Maria da Cunha. O caso de Antônia parece curioso por conta de seu sobrenome composto e distinto dos de seus pais.

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