Irmãs

O pesquisador iniciante costuma atribuir enorme valor aos documentos eclesiásticos – assentos de batismo, casamento e óbito – para o desenvolvimento de sua árvore familiar. Mas a busca genealógica quase sempre alcança um patamar de onde se evolui muito pouco ou quase nada com esses registros, quer pela descoberta de assentos muito sucintos ou mesmo pela simples inexistência dos livros paroquiais. É nesse ponto em que se deve começar a recorrer a outros tipos de documento, como os jornais, as revistas e genealogias publicadas – quando estão disponíveis para o local e período de interesse – e os registros de terras.

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Viana

Os depoimentos prestados no processo do padre José de Anchieta e publicados em artigo do volume 3 da Revista ASBRAP revelam-se uma fonte riquíssima de informações a respeito dos primeiros habitantes da cidade do Rio de Janeiro e seu termo. A leitura minuciosa desses depoimentos e o cruzamento de informações com genealogias já conhecidas podem revelar filiações de que os grandes mestres genealogistas do passado sequer suspeitavam. Assim foi, por exemplo, com a análise do depoimento de Duarte Nunes da Cunha, filho de Domingos Nunes Sardinha e Maria da Cunha.

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Involuntária

Durante algum tempo acreditei que já havia encontrado muita informação sobre a vida de Maria Teresa da Paz (1791-1855), avó de meu bisavô João Pereira Belém (1848-1921), mas a pesquisa frequente e continuada quase sempre me traz novas revelações sobre os antepassados. Às vezes essas revelações surgem da descoberta de novas fontes documentais. Às vezes, surgem como resultado das pesquisas de pessoas que podem não ter a menor noção do quanto colaboraram comigo. É dessa colaboração involuntária – que me trouxe novas informações sobre Maria – que trato aqui.

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