Itália

Muitos clientes testados pelo laboratório Genera veem entre seus resultados de Ancestralidade Global (AG) um componente europeu que nem sempre é recebido com naturalidade. Trata-se do componente Itália, que a bem da verdade nem deveria ser entendido como uma declaração de ascendência naquele país, afinal o que a ferramenta AG supostamente captura é uma visão geral de por quais territórios do mundo os ancestrais da pessoa testada ou cliente tiveram alguma passagem. Essa visão é obtida pela comparação do DNA autossômico do cliente com um painel de referência composto por amostras de DNA de pessoas cujos antepassados comprovadamente viveram nesses territórios. Considerando que os povos dos territórios europeus sejam talvez os mais estudados pelas ciências, deveríamos poder esperar alguma precisão desses resultados quando informassem que um cliente tem componentes italianos em sua ancestralidade genética. Mas será que devemos esperar isso?

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Excessivo

Por esses dias li em um grupo do Facebook dedicado à Genealogia a mensagem de uma participante que pedia recomendações sobre laboratórios por onde fazer seu teste de DNA (autossômico). Uma das recomendações apresentadas foi de que fizesse pelo Genera por conta da facilidade de aquisição e logística, visto que se trata de uma empresa com uma base de dados majoritariamente composta por brasileiros, o que a favoreceria na busca de parentes. A participante, no entanto, informou que tinha ramos ancestrais italianos, por isso talvez fizesse mais sentido comprar o teste de uma empresa estrangeira, no que foi apoiada por outro participante que sugeriu o Ancestry e o 23&Me, que têm as maiores bases de dados do mercado; e o MyHeritage, cuja base seria majoritariamente composta de clientes europeus. Não participei dessa conversa, mas refleti longamente sobre ela e sobre as limitações que adviriam da testagem em um laboratório estrangeiro para além da questão logística, já que algumas das empresas citadas não vendem (portanto não enviam) kits para o Brasil.

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Lazarus

Meu sonho é que ao menos um dia metade da população brasileira consiga fazer um teste de Genealogia genética. Isso já permitiria um avanço nas investigações de história familiar e talvez ajudasse até a reduzir o racismo estrutural da sociedade pela descoberta de que a miscigenação está presente mesmo naquelas famílias que se consideram secularmente brancas. Sonhos à parte, penso que seria interessante que ao menos todos os meus primos se interessassem pelo tema. Alguns de fato se interessaram e fizeram um teste a meu pedido e com meu incentivo, enquanto outros o fizeram de forma espontânea. Infelizmente, meus pais, avós, tios e tias faleceram antes que os testes se tornassem disponíveis ou acessíveis. O DNA deles, pela maior proximidade com nossos antepassados, permitiria mais descobertas, mas nem tudo está perdido para quem já conheceu a Lazarus.

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