Mbicy

O padre Nunes, cumprindo incumbência que lhe passara Nóbrega, funda em São Vicente um colégio de jesuítas, além da respectiva igreja. […] Ele ouve dizer que “no campo, 14 ou 15 léguas daqui, entre os índios”, existiria “alguma gente cristã derramada“, a qual passava o ano “sem ouvirem missa e nem se confessarem, e andarem em uma vida de selvagem”. _ POMPEU DE TOLEDO, Roberto. A capital da solidão: uma história de São Paulo das origens a 1900.

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Aparências

Neste segundo texto da série que dediquei à proposta de uma Genealogia que recrie a vida cotidiana dos antepassados, tratarei de aspectos de que muitas vezes não se encontram referências: os elementos que compunham o ambiente doméstico dessas pessoas – suas residências e mobiliário – e a forma como elas se apresentavam na vida privada e pública – sua indumentária. Pretendo tratar desses elementos em relação à vida cotidiana de Ana de Oliveira, filha de Afonso Mendes, cirurgião-mor da corte portuguesa que chegara com a família a Salvador em 1557 acompanhando o governador-geral Mem de Sá e lá foi denunciado 34 anos depois pela prática de costumes judaicos.

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Vida

É minha opinião que a Genealogia deva ir além do inventário de nomes, datas e locais – que podemos extrair de registros paroquiais, civis e legais – para recriar a ambiência e a vida cotidiana de nossos antepassados. Reconheço que isso nem sempre seja possível, pois, à medida que retrocedemos nos séculos, fontes primárias como cartas, diários e relatos de viajantes, que nos dariam um gosto da vida passada, podem inexistir. É por isso que considero uma preciosidade a obra epistolar publicada em 1655 pelo viajante inglês Richard Flecknoe. Ela será tema do primeiro e segundo textos de uma série que publicarei aqui no blogue nas próximas semanas.

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