Lazarus

Meu sonho é que ao menos um dia metade da população brasileira consiga fazer um teste de Genealogia genética. Isso já permitiria um avanço nas investigações de história familiar e talvez ajudasse até a reduzir o racismo estrutural da sociedade pela descoberta de que a miscigenação está presente mesmo naquelas famílias que se consideram secularmente brancas. Sonhos à parte, penso que seria interessante que ao menos todos os meus primos se interessassem pelo tema. Alguns de fato se interessaram e fizeram um teste a meu pedido e com meu incentivo, enquanto outros o fizeram de forma espontânea. Infelizmente, meus pais, avós, tios e tias faleceram antes que os testes se tornassem disponíveis ou acessíveis. O DNA deles, pela maior proximidade com nossos antepassados, permitiria mais descobertas, mas nem tudo está perdido para quem já conheceu a Lazarus.

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Delírios

Matéria publicada recentemente no New York Times trata dos riscos que a Inteligência Artificial (IA) apresenta para a saúde mental de pessoas sem histórico de condição psiquiátrica. Esses riscos decorrem da possibilidade de a tecnologia induzir os usuários a acreditarem em noções ilusórias a partir de uma sequência de validações e estímulos de reforço que os leve a ignorar fatos que contradigam tais noções. Mal comparando, seria como se a IA tentasse agradar aos usuários e, dessa forma, acabasse por manipulá-los. É uma descoberta bastante séria se considerarmos seu impacto global, pois só o ChatGPT responde mais de 140 milhões de mensagens diariamente apenas no Brasil, terceiro país que mais usa sua tecnologia. Para além do uso geral, já se veem tentativas de aplicações da IA na Genealogia, como atestamos pela descoberta de comunidades no Facebook dedicadas ao tema como a Genealogy and Artificial Intelligence (AI), com mais de 18 mil participantes. E também nesse segmento se veem problemas.

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Melhoria

Em texto anterior, eu declarei que sempre sugiro que brasileiros que desejam saber mais sobre sua ancestralidade ou encontrar parentes façam o teste genético do laboratório Genera. Não ganho absolutamente nada com essa sugestão. É mesmo uma questão de praticidade e lógica. Praticidade porque se trata de uma empresa brasileira que envia e recebe os kits sem passar pelas burocracias de importação. Lógica porque a base de dados do laboratório é composta majoritariamente de brasileiros, portanto um universo privilegiado para quem busca parentes nascidos no país. Por outro lado, não me canso de criticar a extrema simplicidade da ferramenta que o laboratório oferece para a pesquisa genealógica em sentido estrito: a Busca Parentes.

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