Matriarca

Dois matches ainda por resolver em minha árvore são os do fluminense João Paulo e da norueguesa Camila, que também compartilham DNA com meus primos maternos e ainda são matches entre si (25,7‎ cM), segundo o MyHeritage. Consegui traçar as árvores desses jovens até o casal Antônio da Silva Amaral (1808-1874) e Leocádia Clara de Souza (1820-1885), que viveram e faleceram em Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, onde minha família materna se encontrava na segunda metade do século XX depois de haver saído de Seropédica. Camila descende de Inácio da Silva Amaral (1848-1913); João Paulo, de Luiza Clara da Silva Amaral (1861-1936). Ambos irmãos inteiros e filhos do casal Antônio e Leocádia.

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Sangue

“[…] a Inquisição portuguesa considerava que as famílias cristãs-novas continuavam a transmitir o judaísmo pelo sangue às gerações pós-conversão forçada (1497), não havendo, portanto, chance alguma de um cristão-novo ser um fiel observante da lei de Jesus. Assim, não haveria confissão de fé católica aceita pelo Santo Ofício.” _ Susana Maria de Sousa Santos Severs. Cristãos-novos na Bahia colonial. In: CENTRO DE HISTÓRIA E CULTURA JUDAICA. História dos Cristãos-novos no Brasil. 1ª edição. Editora Jaguatirica, 2017, pp. 57-76

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Vizinhos

Embora tenha havido inúmeros casos de cristãos-novos que se casaram com cristãos-velhos para escapar da vigilância dos agentes do Tribunal do Santo Ofício, o comportamento mais frequente deles era de natureza endogâmica, ou seja, de manter os relacionamentos dentro de sua própria comunidade. Existiu, no entanto, outro comportamento, frequentemente ignorado, e para além dos casamentos, que também tinha relação com a endogamia: a proximidade espacial.

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