Factos-3

Este é o terceiro texto da série que intitulei factos da vida para o pesquisador em Genealogia. Aqui vou tratar de questões relacionadas às fontes primárias (documentos paroquiais e civis) que costumam gerar obstáculos de graus diferentes ao desenvolvimento da pesquisa genealógica. Como nos textos anteriores, usarei exemplos de minha própria pesquisa familiar, mas tenho certeza de que todo leitor poderá contribuir com seus exemplos. As questões abordadas são a falta de documentos, a dúvida quanto à legitimidade dos filhos de um casal e quanto à cor dos antepassados nos momentos em que esta informação era comum nos registros.

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Erros

A leitura de assentos paroquiais costuma ser um problema para quem se inicia na pesquisa genealógica. Além de originais parcialmente devorados por insetos ou mesmo pela química da tinta que era usada e destruía o papel ou atravessava a folha, dificultando ou simplesmente impedindo a leitura do texto, havia ainda o fator da grafia antiga, que embora seja algo complexo, é passível de aprendizagem após alguma exposição ou estudo formal. E havia os erros cometidos pelos párocos e eram retificados durante o registro, o que produziu textos com riscos e rabiscos. Embora esses erros possam parecer mais um problema, vou provar que eles podem ser nossos aliados.

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Angola

Lembrei que minha mãe dizia ter parentes em Angola. Fui a última filha a casar e sair de casa. De vez em quando, comentávamos sobre o passado. Parece que minha avó comentava com ela. Eu lembro que quando aparecia na tv alguma reportagem, ela ficava no assunto. […] Que tinha primos lá, mas não conhecia. Eu lembro que minha avó nos visitava muito! Ela e a esposa do filho mais novo, que só lembro o apelido […] Parece que estou vendo elas em minha casa. Minha avó usava saias rodadas com elásticos na cintura, como as saias das baianas.

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