Irmãs

O pesquisador iniciante costuma atribuir enorme valor aos documentos eclesiásticos – assentos de batismo, casamento e óbito – para o desenvolvimento de sua árvore familiar. Mas a busca genealógica quase sempre alcança um patamar de onde se evolui muito pouco ou quase nada com esses registros, quer pela descoberta de assentos muito sucintos ou mesmo pela simples inexistência dos livros paroquiais. É nesse ponto em que se deve começar a recorrer a outros tipos de documento, como os jornais, as revistas e genealogias publicadas – quando estão disponíveis para o local e período de interesse – e os registros de terras.

(mais…)

Viana

Os depoimentos prestados no processo do padre José de Anchieta e publicados em artigo do volume 3 da Revista ASBRAP revelam-se uma fonte riquíssima de informações a respeito dos primeiros habitantes da cidade do Rio de Janeiro e seu termo. A leitura minuciosa desses depoimentos e o cruzamento de informações com genealogias já conhecidas podem revelar filiações de que os grandes mestres genealogistas do passado sequer suspeitavam. Assim foi, por exemplo, com a análise do depoimento de Duarte Nunes da Cunha, filho de Domingos Nunes Sardinha e Maria da Cunha.

(mais…)

Erros

A leitura de assentos paroquiais costuma ser um problema para quem se inicia na pesquisa genealógica. Além de originais parcialmente devorados por insetos ou mesmo pela química da tinta que era usada e destruía o papel ou atravessava a folha, dificultando ou simplesmente impedindo a leitura do texto, havia ainda o fator da grafia antiga, que embora seja algo complexo, é passível de aprendizagem após alguma exposição ou estudo formal. E havia os erros cometidos pelos párocos e eram retificados durante o registro, o que produziu textos com riscos e rabiscos. Embora esses erros possam parecer mais um problema, vou provar que eles podem ser nossos aliados.

(mais…)