Munizes

No texto anterior, propus que a filiação de Miguel Veloso de Carvalho (1682-1760) fosse identificada em João Veloso de Carvalho (1650-1711). A estratégia envolveu a leitura de assentos de batismo e casamento que nomeavam um casal de escravizados que haviam pertencido a João e depois passaram à posse de seus herdeiros, tendo finalmente sua propriedade atribuída a Miguel. No mesmo texto, mencionei que a identidade da mãe de Miguel permanecia desconhecida, mas sugeri que a solução de mais esse mistério talvez estivesse no nome da única filha que ele teve com Rosa Maria de Melo Fróis.

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Velosos

Declaro que sou natural desta cidade do Rio de Janeiro, filha legítima de João de Almeida Pereira e de sua mulher Maria de Melo, já defuntos. // Declaro que fui casada com Miguel Veloso de Carvalho, já defunto, e deste matrimônio […] uma filha por nome Inês Muniz Veloso de Barcelos, a qual [foi] casada com João Pacheco Cordeiro […]

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Preconceitos

Este é o terceiro texto da série que dedico à proposta de uma Genealogia que vá além do simples inventário de nomes, datas e lugares para recriar, com base em fontes primárias – relatos de viajantes, cartas – e secundárias – estudos acadêmicos – , um relato da vida cotidiana de nossos antepassados. Neste texto, sigo abordando o relato do viajante Richard Flecknoe, que visitou a cidade do Rio de Janeiro em meados do século XVII. Aqui trato da cautela que se deve ter ao recorrer a fontes como os relatos de viajantes, pois eles pintam um quadro da vida social de nosso passado com as tintas das culturas desses observadores, o que em geral dava margem a percepções enviesadas e carregadas de preconceito.

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