Dez

Quem assistiu à série A Grande Descoberta deve ter percebido como é possível que um genealogista acumule grandes volumes de evidência sem chegar a nenhuma solução para um caso. Na série, o genealogista busca a identidade de um criminoso que cometeu um duplo homicídio que realmente ocorreu em uma cidade da Suécia. Na vida cotidiana, um genealogista pode ter de lidar com a busca da identidade do genitor de um cliente ou ainda da de um antepassado que tenha sido registrado como ‘filho natural de’. Eu me encaixo várias vezes na segunda circunstância por conta de meus bisavós maternos serem filhos de pais desconhecidos. Em ao menos dois casos – leia aqui e aqui – consegui chegar ao pai biológico por Genealogia genética e análise de documentos de pessoas próximas.

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Prole

Aos oito de julho de mil setecentos e cinco faleceu […] dona Maria Machado, [recebeu os sacramentos e fez] seu testamento […] nomeando por seus testamenteiros a seu [filho Francisco Barreto] e seu […] [Cordeiro de] Peralta […] Declarou que era natural desta [cidade], filha legítima de Antônio Machado e de Bárbara [Nunes], já defuntos, e que fora casada com Fernando de Muniz, de que teve sete filhos: três machos e quatro fêmeas. […]

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Munizes

No texto anterior, propus que a filiação de Miguel Veloso de Carvalho (1682-1760) fosse identificada em João Veloso de Carvalho (1650-1711). A estratégia envolveu a leitura de assentos de batismo e casamento que nomeavam um casal de escravizados que haviam pertencido a João e depois passaram à posse de seus herdeiros, tendo finalmente sua propriedade atribuída a Miguel. No mesmo texto, mencionei que a identidade da mãe de Miguel permanecia desconhecida, mas sugeri que a solução de mais esse mistério talvez estivesse no nome da única filha que ele teve com Rosa Maria de Melo Fróis.

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